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Dia Nacional de Combate ao Fumo alerta sobre aumento no consumo de cigarro durante a pandemia

Criado para conscientizar a população sobre os riscos que o hábito de fumar provoca e, para ajudar na luta contra o vício, o Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado em 29 de agosto, desde 1986 pela Lei Federal 7.488. A data é voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

Além dos danos à saúde, o cigarro também traz impactos sociais, políticos, econômicos e ambientais, o que torna essencial a participação de toda a sociedade nessa luta. Estima-se que cerca de um terço da população mundial adulta seja fumante, ou seja, 1,2 bilhão de pessoas. A cada ano, cerca de 157 mil pessoas morrem precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo no Brasil. E, durante a pandemia do Covid-19, segundo dados do INCA - Instituto Nacional do Câncer, 37,5% dos fumantes consumiram entre 1 e 10 cigarros a mais por dia.

Conforme o diretor técnico e pneumologista do Hospital Dia do Pulmão de Blumenau (SC), Dr. Mauro Sérgio Kreibich “quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos. O fumo causa no Sistema Nervoso Central, num primeiro momento, a elevação leve no humor e diminuição do apetite. O que parece ser prazeroso no começo, causa dependência e vício”.

E ressalta que os malefícios do cigarro não atacam somente o pulmão. “O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doenças. Dentre elas vários tipos de câncer, como pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia. Além de doenças do aparelho respiratório, tais como, enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias e doenças cardiovasculares, como a angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral e tromboses. Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo como: úlcera do aparelho digestivo, osteoporose, catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce e complicações na gravidez.”

De acordo com o médico, os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes. “Têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes. Além disso, envelhecem mais rapidamente e ficam com os dentes amarelados, cabelos opacos, pele enrugada e impregnada pelo odor do fumo”, complementa.

O tabaco não é só prejudicial ao fumante, mas também para aqueles que convivem junto, conforme avalia Dr. Kreibich. Além do desconforto, o fumo causa doenças imediatas ou a longo prazo. “O risco de doença cardíaca aumenta em 25% num adulto exposto ao fumo passivo. Além disso, é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool”, conclui.

Dados do INCA - Instituto Nacional do Câncer, mostram que 10% dos fumantes chegam a reduzir sua expectativa de vida em 20 anos. Estudos realizados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) demonstram que 9,8% dos brasileiros tinham o hábito de fumar, com taxas menores entre adultos de até 24 anos, com 7,9% de fumantes, e idosos (maiores de 65 anos), com 7,8%. Com a pandemia de COVID-19, houve o aumento do consumo de cigarros. De acordo com os resultados obtidos de estudos, 46% dos brasileiros sentiram mais vontade de fumar. Além disso, 37,5% consumiram entre 1 e 10 cigarros a mais por dia, enquanto 6,2% superaram esses valores.

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