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Avaliação Auditiva Infantil

Toda criança adora comprar cadernos e canetas novas para iniciar mais um ano letivo. Entretanto, mais do que escolher os cadernos, canetas e os demais itens que farão parte dessa nova fase, é necessário prestar atenção na saúde dos pequenos, para que eles possam mostrar todo o potencial em sala de aula. A avaliação auditiva infantil é parte desse processo. 

A infância representa um período em que são comuns problemas de ouvido e outras alterações que afetam a audição. A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 10% da população mundial sofre de problemas auditivos. A médica otorrinolaringologista do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau/SC, Dra. Mariana S. Kreibich, explica que as dificuldades auditivas podem surgir em qualquer fase da vida, e muitas vezes é irreversível. “Cerca de 35 a 50% da surdez congênita, ou seja, adquirida ainda na fase gestacional, um terço envolve origem que pertence a fatores de risco e um terço tem causa desconhecida. Vale ressaltar que, um em cada mil recém-nascidos aponta surdez e duas em cada mil crianças possui perda auditiva durante os três primeiros anos de vida”, diz. 

Portanto, a investigação e um acompanhamento são essenciais não apenas quando a criança nasce, mas também nos primeiros anos de vida. E a escolarização é uma fase importante na vida da criança. “As principais etiologias para perdas auditivas, encontradas em crianças em fase de escolarização são: consanguinidade, prematuridade, otites de repetição, síndromes genéticas, citomegalovirose, caxumba, drogas abortivas, mal formações cranianas, rubéola congênita, meningite, drogas ototóxicas, anóxia neonatal, hereditariedade, hiperbilirrubinemia, trauma cranioencefálico e fatores desconhecidos”, esclarece a médica. 

Avaliação auditiva infantil em escolas

Com o objetivo de detectar precocemente perdas auditivas, que muitas vezes passam despercebidas pelos pais e professores, mas que interferem negativamente no processo de desenvolvimento da linguagem da criança, o Hospital Dia do Pulmão desenvolveu o Serviço de Audiologia. “Toda instituição que tenha interesse em realizar os exames audiológicos nas crianças da faixa etária entre 4 a 11 anos de idade pode procurar a unidade. Caso seja diagnosticado algum tipo de perda auditiva o mesmo será encaminhado para avaliação otorrinolaringológica, para abordagem e tratamento no hospital”, destaca a fonoaudióloga do Hospital Dia do Pulmão, Rúbia Piva da Silva Nort. 

O principal objetivo é fazer com que a escola volte o olhar para as questões auditivas das crianças em idade escolar, minimizando, assim, possíveis dificuldades na progressão de sua vida acadêmica. 

Por último, a médica e a fonoaudióloga destacaram os comportamentos indicativos de possível perda auditiva. Confira: 

•    Pede frequentemente para que se repitam frases;
•    Vira a cabeça em direção ao orador;
•    Fala com intensidade elevada ou reduzida;
•    Demonstra esforço ao tentar ouvir;
•    Olha e concentra-se nos lábios de quem está falando;
•    É desatento quando há debates na sala de aula;
•    Prefere o isolamento social;
•    É passivo ou tenso;
•    Cansa-se com facilidade;
•    Não se esforça para demonstrar capacidades;
•    Tem dificuldades no aprendizado;
•    Respira pela boca;
•    Tonturas frequentes;
•    Dor de ouvido frequente;
•    Zumbido frequente;
•    Dificuldades em linguagem oral, como confusões fonéticas, inversões, dissimulações e trocas na articulação;
•    Dificuldades em linguagem escrita como trocas, dificuldades na expressão escrita e na leitura;
•    Alterações comportamentais.

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