No Brasil, a vacina influenza existente até o momento é a Monovalente licenciada e que está em uso na campanha do Ministério da Saúde .
Para o mercado privado, será comercializada ( ainda não disponivel ) a vacina influenza Trivalente, contendo duas cepas da Influenza sazonal e a cepa pandêmica A/H1N1.
De acordo com a recomendação da OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAúDE ) , publicada em setembro de 2009.
Os grupos prioritários são:
Deve apresentar a receita da vacina prescrita pelo seu medico assistente e, caso lhe seja solicitado pelo Posto de Saude , deve portar a justificativa médica.
Caso tenha sido avaliado recentemente por Pneumologista do Hospital Dia do Pulmão deve solicitar pelo site (cadastro) ou via telefonista a receita. Nos casos em que não houve esta avaliação ou não é recente ela deve ser agendada.
Os grupos prioritários são:
Devem procurar a rede privada especializada ( Clinicas e Hospitais) credenciados para a vacinação. A legislação vigente não permite que as farmacias e congeneres forneçam ou realizem qualquer vacinação;
Crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de alergia grave à ovo não devem receber a vacina contra influenza A (H1N1).
Recentemente, uma análise da OMS demonstrou que, no período de setembro a dezembro de 2009, 150 milhões de doses da vacina pandêmica foram distribuídas ao redor do mundo, sendo 70% delas sem adjuvantes e o perfil de eventos adversos é bastante semelhante ao uso da vacina sazonal.
De acordo com Delore e colaboradores, a porcentagem de eventos adversos locais e sistêmicos, tanto em crianças, quanto em adultos e idosos com a vacina influenza da sanofi Pasteur foi menor que 5%. Em relação às reações de hipersensibilidade imediata, os relatos variaram de 0,1 a 1,0 caso/ 100.000 doses. Sobre a síndrome de Guilain Barré, não houve aumento de relatos da síndrome nesse período de vacinação. Desta forma, a maioria dos eventos adversos relatados são eventos não sérios e nenhuma outra situação inesperada foi comunicada.
Até o momento, o perfil de segurança das vacinas pandêmicas e sazonais são semelhantes. Geralmente, os seguintes eventos adversos são observados:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Cefaleia e dor muscular e Dor no local da injeção;
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Sensação de mal-estar geral, calafrios, febre;
- No local da injeção: vermelhidão, inchaço.
Estas reações adversas geralmente desapareceram sem tratamento dentro de 1 a 3 dias após o início.
As outras manifestações de maior intensidade são infrequentes.
Sabemos que o comportamento dos vírus influenza é imprevisível e que, nos últimos anos, as cepas B e H3N2 foram mais agressivas do que o influenza A H1N1 sazonal. A cepa A H3N2 isolada em 2009 é uma nova variante, e a cepa B atualmente esta circulando na China (>80%). Além disso, como a co-circulação de vírus pandêmico e sazonal parece ser um fator a se considerar, a proteção contra todas as cepas deve ser avaliada, especialmente naqueles grupos que apresentam, normalmente, maiores chances de complicações da infecção por influenza.
- Populações mais velhas apresentam mortalidade mais alta causada por infecções gripais sazonais.
A vacinação para as infecções Pneumocócicas ( Pneumonia, otites. meningites, amigdalites e Sepsis, ( Pneumo 23 , Pneumo 10 ou 13 ) deve ser considerada e discutida com o seu médico assistente.
Sim. A vacina inativada contra influenza A (H1N1) pode ser administrada concomitantemente a qualquer outra vacina do calendário vacinal.
As grávidas que contraem gripe e os seus bebês têm maiores possibilidades de apresentar as complicações da doença. As grávidas sem condições médicas subjacentes apresentam complicações da gripe pandêmica A (H1N1) 2009. Em comparação com o restante da população, as grávidas com gripe A (H1N1) têm maior probabilidade de serem hospitalizadas e, inclusive, algumas grávidas foram a óbito.
As alterações que ocorrem nos sistemas imunológico, cardíaco e pulmonar durante a gravidez fazem com que as mulheres grávidas sejam mais propensas a apresentar as complicações dessa doença.
Aproximadamente duas semanas após o nascimento ou a perda da gravidez, esses sistemas voltam aos parâmetros normais.
Por esse motivo, o Centro para Controle e Prevenção de doenças dos EUA (CDC) publicou recomendações para a prevenção e o tratamento dessa população de risco que estão disponiveis.
Prevenção: A vacina contra gripe é a melhor maneira de prevenção contra a doença.
As mulheres grávidas devem ser protegidas tanto contra a gripe pandêmica A (H1N1) 2009 como contra a gripe sazonal. Se uma mulher tiver bebê antes de se vacinar, deve receber as vacinas para obter uma proteção completa. Os bebês menores de 6 meses de idade não podem ser vacinados contra a gripe, por isso, todas as pessoas em contato próximo com essas crianças devem ser vacinadas.
www.cdc.gov/h1n1flu/pdf/tip_sheet_pregnant.pdf
2.1. Pacientes com grande obesidade (Grau III), atualmente:
2.2. Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar).
2.3. Indivíduos asmáticos (portadores de formas graves - Conforme Protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia).
2.4. Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular).
2.5. Pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas.
2.6. Pacientes com diabetes.
2.7. Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e outras doençasrespiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, seqüelas de tuberculose, pneumoconioses).
2.8. Pacientes com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral.
2.9. Pacientes com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise.
2.10. Pacientes com doença hematológica: hemoglobinopatias.
2.11. Pacientes com terapêutica contínua com salicilatos em indivíduos com idade = 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki).
2.12. Pacientes portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca.
2.13. Pacientes portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:
OMS ( Organização Mundial de Saude ) www.who.int
CDC (Center de Control Diseases) www.cdc.gov
http://www.fda.gov/BiologicsBloodVaccines/SafetyAvailability/VaccineSafety/ucm182290.htm
http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5848a4.htm
http://www.fda.gov/NewsEvents/PublicHealthFocus/ucm197733.htm
Responsável Técnico - Dr. Mauro Sérgio Kreibich CRM 2367