Hospital dia do Pulmão

Vacina contra Influenza A (H1N1)

1) Quais são as vacinas aprovadas e disponíveis contra o vírus influenza A (H1N1) ?

No Brasil, a vacina influenza existente até o momento é a Monovalente licenciada e que está em uso na campanha do Ministério da Saúde .

Para o mercado privado, será comercializada ( ainda não disponivel ) a vacina influenza Trivalente, contendo duas cepas da Influenza sazonal e a cepa pandêmica A/H1N1.

De acordo com a recomendação da OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAúDE ) , publicada em setembro de 2009.

2) Qual é a recomendação do Ministério da Saúde Brasileiro em relação aos grupos prioritários para vacinação contra influenza A (H1N1)?

Os grupos prioritários são:

  • Trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados;
  • Gestantes;
  • População indígena;
  • População com doenças crônicas; ( VEJA LISTAGEM ANEXA)**
  • Crianças saudáveis maiores de 6 meses até dois anos de vida incompletos;
  • Adultos saudáveis dos 20 a 39 anos completos;
  • Idosos com comorbidades associadas poderão receber tanto a vacina contra A (H1N1) como a bivalente.

3) Como deve proceder o portador de doença cronica para ser vacinado pelo Posto de Saúde?

Deve apresentar a receita da vacina prescrita pelo seu medico assistente e, caso lhe seja solicitado pelo Posto de Saude , deve portar a justificativa médica.

Caso tenha sido avaliado recentemente por Pneumologista do Hospital Dia do Pulmão deve solicitar pelo site (cadastro) ou via telefonista a receita. Nos casos em que não houve esta avaliação ou não é recente ela deve ser agendada.

4) Qual é a recomendação médica , que não a do Ministério da Saúde em relação aos grupos prioritários para vacinação contra influenza A (H1N1)?

Os grupos prioritários são:

  • Gestantes;
  • Pessoas que convivem ou cuidam de crianças < 6 meses ou de adultos com doenças crônicas;
  • Profissionais de saúde e serviços de emergência;
  • Pessoas com idade entre 6 meses e 24 anos;
  • Pessoas com idade acima de 25 anos com doenças crônicas;em especial doenças respiratórias, cardiologicas, hepaticas, renais , hematologicas , imunosupressão , diabetes e obesidade morbida.

5) Como deverão proceder os individuos que não inclusos na campanha do Ministério da Saúde?

Devem procurar a rede privada especializada ( Clinicas e Hospitais) credenciados para a vacinação. A legislação vigente não permite que as farmacias e congeneres forneçam ou realizem qualquer vacinação;

6) Quem são as pessoas que não podem receber a vacina?

Crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de alergia grave à ovo não devem receber a vacina contra influenza A (H1N1).

7) As vacinas contra influenza A(H1N1) são seguras?

Recentemente, uma análise da OMS demonstrou que, no período de setembro a dezembro de 2009, 150 milhões de doses da vacina pandêmica foram distribuídas ao redor do mundo, sendo 70% delas sem adjuvantes e o perfil de eventos adversos é bastante semelhante ao uso da vacina sazonal.

De acordo com Delore e colaboradores, a porcentagem de eventos adversos locais e sistêmicos, tanto em crianças, quanto em adultos e idosos com a vacina influenza da sanofi Pasteur foi menor que 5%. Em relação às reações de hipersensibilidade imediata, os relatos variaram de 0,1 a 1,0 caso/ 100.000 doses. Sobre a síndrome de Guilain Barré, não houve aumento de relatos da síndrome nesse período de vacinação. Desta forma, a maioria dos eventos adversos relatados são eventos não sérios e nenhuma outra situação inesperada foi comunicada.

8) Quais são os eventos adversos (reações) mais comuns após o uso de vacina contra influenza?

Até o momento, o perfil de segurança das vacinas pandêmicas e sazonais são semelhantes. Geralmente, os seguintes eventos adversos são observados:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Cefaleia e dor muscular e Dor no local da injeção;
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): - Sensação de mal-estar geral, calafrios, febre;
- No local da injeção: vermelhidão, inchaço.
Estas reações adversas geralmente desapareceram sem tratamento dentro de 1 a 3 dias após o início.
As outras manifestações de maior intensidade são infrequentes.

9)Além da vacinação contra influenza A (H1N1), vale a pena considerar a vacinação contra outras cepas do vírus influenza nesse ano? e outras vacinações?

Sabemos que o comportamento dos vírus influenza é imprevisível e que, nos últimos anos, as cepas B e H3N2 foram mais agressivas do que o influenza A H1N1 sazonal. A cepa A H3N2 isolada em 2009 é uma nova variante, e a cepa B atualmente esta circulando na China (>80%). Além disso, como a co-circulação de vírus pandêmico e sazonal parece ser um fator a se considerar, a proteção contra todas as cepas deve ser avaliada, especialmente naqueles grupos que apresentam, normalmente, maiores chances de complicações da infecção por influenza.
- Populações mais velhas apresentam mortalidade mais alta causada por infecções gripais sazonais.
A vacinação para as infecções Pneumocócicas ( Pneumonia, otites. meningites, amigdalites e Sepsis, ( Pneumo 23 , Pneumo 10 ou 13 ) deve ser considerada e discutida com o seu médico assistente.

10)A vacina contra influenza A (H1N1) pode ser aplicada concomitantemente a outras vacinas?

Sim. A vacina inativada contra influenza A (H1N1) pode ser administrada concomitantemente a qualquer outra vacina do calendário vacinal.

11) Orientações para vacinação das grávidas e crianças menores de 6 meses.

As grávidas que contraem gripe e os seus bebês têm maiores possibilidades de apresentar as complicações da doença. As grávidas sem condições médicas subjacentes apresentam complicações da gripe pandêmica A (H1N1) 2009. Em comparação com o restante da população, as grávidas com gripe A (H1N1) têm maior probabilidade de serem hospitalizadas e, inclusive, algumas grávidas foram a óbito.

As alterações que ocorrem nos sistemas imunológico, cardíaco e pulmonar durante a gravidez fazem com que as mulheres grávidas sejam mais propensas a apresentar as complicações dessa doença.

Aproximadamente duas semanas após o nascimento ou a perda da gravidez, esses sistemas voltam aos parâmetros normais.

Por esse motivo, o Centro para Controle e Prevenção de doenças dos EUA (CDC) publicou recomendações para a prevenção e o tratamento dessa população de risco que estão disponiveis.

Prevenção: A vacina contra gripe é a melhor maneira de prevenção contra a doença.

As mulheres grávidas devem ser protegidas tanto contra a gripe pandêmica A (H1N1) 2009 como contra a gripe sazonal. Se uma mulher tiver bebê antes de se vacinar, deve receber as vacinas para obter uma proteção completa. Os bebês menores de 6 meses de idade não podem ser vacinados contra a gripe, por isso, todas as pessoas em contato próximo com essas crianças devem ser vacinadas.

www.cdc.gov/h1n1flu/pdf/tip_sheet_pregnant.pdf

Pacientes com comorbidades crônicas conforme definidas abaixo:


2.1. Pacientes com grande obesidade (Grau III), atualmente:

  • a) crianças = 10 anos (IMC = 25)
  • b) > 10 anos e < 18 anos (IMC = 35)
  • c) adultos = 18 anos (IMC > 40)

2.2. Indivíduos com doença respiratória crônica desde a infância (ex: fibrose cística, displasia broncopulmonar).


2.3. Indivíduos asmáticos (portadores de formas graves - Conforme Protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia).


2.4. Indivíduos com doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular).


2.5. Pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas.


2.6. Pacientes com diabetes.


2.7. Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e outras doençasrespiratórias crônicas com insuficiência respiratória crônica (ex: fibrose pulmonar, seqüelas de tuberculose, pneumoconioses).


2.8. Pacientes com doença hepática: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral.


2.9. Pacientes com doença renal: insuficiência renal crônica, principalmente em doentes em diálise.


2.10. Pacientes com doença hematológica: hemoglobinopatias.


2.11. Pacientes com terapêutica contínua com salicilatos em indivíduos com idade = 18 anos (ex: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki).


2.12. Pacientes portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca.


2.13. Pacientes portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica:

  • a) Hipertensão arterial pulmonar
  • b) Valvulopatias
  • c) Cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular (fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) < 0.40
  • d) Cardiopatia hipertensiva com disfunção ventricular (FEVE < 0.40)
  • e) Cardiopatias congênitas cianóticas
  • f) Cardiopatias congênitas acianóticas, não corrigidas cirurgicamente ou por intervenção percutânea
  • g) Miocardiopatias (Dilatada, Hipertrófica ou Restritiva)
  • h) Pericardiopatias

LINKS CORRELATOS

OMS ( Organização Mundial de Saude ) www.who.int

CDC (Center de Control Diseases) www.cdc.gov

http://www.fda.gov/BiologicsBloodVaccines/SafetyAvailability/VaccineSafety/ucm182290.htm

http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5848a4.htm

http://www.fda.gov/NewsEvents/PublicHealthFocus/ucm197733.htm

http://www.who.int/wer/2010/wer8505/

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